Saturday, 27 July 2013

THE AVALONS 1959-1960


Dudú plays his banjo before forming The Avalons

The Avalons were the first ever Brazilian rock'n'roll band. They started in 1958 as an instrumental trio made up of Dudú (Francisco Eduardo de Souza Pereira) on guitar, his older brother Paulinho (Paulo Hermínio de Souza Pereira) on drums and Daniel (Drácula) Grizanti on bass.

Dudú had played banjo previously with a jazz combo called Paulistânia Jazz Band which changed its name to São Paulo Dixieland Jazz Band due to its playing mostly New Orleans type of jazz.

In 1959, a little before radio DJ Miguel Vaccaro Netto set up his Young Records label, The Avalons became a sextet adding singers Solano Ribeiro, Passarinho and Bob Win, a Hong Kong Chinese who lived in São Paulo then.

The Avalons were the first act to have a 78 rpm / 45 rpm released by newly-founded label Young Records. 'China Rock' was an original instrumental written by Dudú himself which entered Brazilian rock history as being the very first guitar riff ever recorded in the land. 

Lee Pockriss & Paul Vance's 'Valentina my Valentina' was the B-side where the other 3 newer Avalons had a chance to sing it in English. Both songs had a fairly good air-play but only 'China Rock' became a classic.


Celly Campello at her TV show having The Avalons in the back wearing striped shirts and being cool while Celly sings accompanied by another band. 'Programa da Juventude' started on 9 October 1959; it changed its name to 'Crush in Hi-Fi', then to 'Celly & Tony in Hi-Fi' and lasted until 1962.


The Avalons' singles released by Young

Y-45-100 – China Rock (Dudú) / Valentina, my Valentina (Lee Pockriss-Paul Vance)
Y-45-104 – Rebel rouser (Duane Eddy-Lee Hazlewood) / All the time (Solano Ribeiro)
Y-45-111 – Come softly to me (Troxel-Christopher-Ellis) / Baby talk (Melvin Schwartz)
Y-45-112 – Here come the Avalons (Dudú) / Believe me

The Avalons recorded a single for RGE in 1961.

The eyes of Texas are upon you (John Sinclair) / No. 13 (Dudú)

The same tracks were added to an EP where The Avalons accompanied Galli Jr.

1. The eyes of Texas are upon you
2. No. 13

1. Because I love you
2. Tell me, darling


academic work about Dudú: http://issuu.com/leolaps/docs/a_saga_de_dudu_do_banjo
Dudú's latest band with his two sons:
http://bandapapadu.blogspot.com.br/2007/08/rock-blues-e-jazz-com-banda-papadu.html


Dudú plays his guitar at TV Record in an afternoon show when The Avalons were an instrumental trio. They were watched by Solano Ribeiro who was mesmerized by their performance and suggested The Avalons would add a vocal section comprising of Solano himself plus Passarinho and a Chinese boy from Hong Kong called Robert Wong. Next step was to record 3 singles for Young Records as a sextet. 

História de The Avalons 

The Avalons foi o primeiro grupo a gravar no novo selo Young, lançado em Junho 1959 pelo DJ Miguel Vaccaro Netto, da Radio Panamericana de São Paulo, em parceria com Enrique Lebendiguer, da Fermata do Brasil. Dudú na guitarra, Daniel no contra-baixo e Paulinho na bateria, além dos vocalistas Solano Ribeiro, também compositor, Passarinho e o chinês Bob (Robert) Win.  

Dudú (Francisco Eduardo de Souza Pereira) nascido em 4 Junho 1935, tocava violão e cavaquinho desde menino, tendo aprendido o baião 'Brasileirinho', de Waldyr de Azevedo, e tocando-o exaustivamente até a perfeição, chamando a atenção dos adultos para seu talento.

Em 1955, com 21 anos entra para um conjunto de jazz, convidado pelo clarinetista Luiz Fernando Mendes, que trabalhava com seu irmão Paulo Herminio de Souza Pereira (3 anos mais velho que ele) no Tribunal de Contas de São Paulo. Paulinho aprendia bateria. O conjunto veio a se chamar Paulistânia Jazz Band e logo em seguida São Paulo Dixieland Jazz Band, pois tocavam o jazz tradicional de New Orleans. Dudú deixou o violão para tocar um banjo que tinha sido de seu avô materno e estava 'encostado' desde os anos 1920, e que Dudú usava eventualmente como pandeiro.

Em 1956, os Dixielanders ganham a adição de Booker Pittman, um clarinetista norte-americano, neto do educador negro Booker T. Washington, que depois de ter tocado em Paris antes da II Guerra acabou desembarcando no Brasil e 'sumido' pelo interior do estado do Paraná. Esse foi o auge da banda. Com a saída do 'Buca', em 1958, Dudú também saiu e se interessou pelo rock'n'roll vindo dos USA.


Dudú toca seu banjo antes de formar The Avalons. 

Dudú declarou ao Diário Catarinense em 2002: 'Fiquei deslumbrado com o rock'n'roll. Antes o mundo era certinho. Mudou tudo, os costumes, as meninas, tudo ficou menos certinho. Em cidades provincianas como São Paulo, o impacto foi enorme'

Dudú e Paulinho, que então já mantinha bem o ritmo com as baquetas, formaram o conjunto Crazy Boys, com o baixista Daniel Grizanti (Drácula) e o cantor Badico, um jovem negro que cantava e dançava como o Little Richard. A guitarra de Dudú, na verdade um violão modificado, fora financiada por Roberto Mena Loureiro, um grande amigo. O violão foi transformado pelo pai de outro amigo, fanático por eletrônica, instalando um captador muito antigo no corpo do instrumento ligando-o a dois controles de volume mais um de timbre. 

Os Crazy Boys tocaram em vários lugares, mas como era difícil de receberem pagamento, o conjunto se desfez, principalmente porque Badico, que morava num cortiço na Liberdade tinha que trabalhar para ganhar a vida. O grupo tornou-se um trio apenas instrumental. Foi justamente nessa altura que Solano Ribeiro viu os 3 rapazes tocando num programa vespertino da TV Record e entrando em contato com eles, sugeriu que o trio virasse um sexteto, adicionando 3 vocalistas: o próprio Solano, Passarinho e Bob Win, um chinês de Hong Kong vivendo em São Paulo na época. Essa é a gênese do conjunto The Avalons, que passou então a ensaiar no porão da casa de Dudú e Paulinho, na Liberdade.

Solano Ribeiro conta a história dos Avalons em seu livro 'Prepare seu coração', lançado em 2002 pela Geração Editorial. 

‘Em 1959, ao assistir um programa vespertino pela TV, vi a apresentação de um trio instrumental composto de guitarra (Dudú), baixo (Daniel) e bateria (Paulinho), senti que estava diante de um grupo que fazia o melhor e o mais atual rock fora da matriz (USA). Imediatamente resolvi me juntar a eles. Foi uma carreira fulminante. A primeira apresentação dos Avalons aconteceu para um grupo de amigos na casa da jovem idealista Regina Helena Dias da Silva, a futura marchand Regina Boni, ao lado de seu então namorado José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que mais tarde viria a ser um dos responsáveis pelo sucesso da TV Globo.

Entre a estreia dos Avalons naquela noite e a gravação do primeiro disco se passaram apenas 15 dias. O grupo era formado por Dudú na guitarra, Daniel no baixo e Paulinho na bateria. Os vocais eram feitos pelo Passarinho, por um chinês chamado Bob e por mim, Solano Ribeiro.

Com seu violão modificado, Dudú causou sensação e discussão em quem ouvia o 78 ou 45 rpm de 'China Rock', um agitado rock-a-billy com uma melodia que mesclava escalas orientais ao ritmo do rock  instrumental. Ele utilizou a 'técnica da palhetada', desenvolvida com seu banjo durante seu tempo no jazz. Todos perguntavam quantas guitarras solavam alucinadamente naquela gravação, Dudú respondia: 'só uma!' A técnica consistia em solar em acordes, tocando duas ou mais notas ao mesmo tempo, ao invés de apenas uma nota, o que dava a impressão de haver mais de uma guitarra tocando.

'China Rock' teve bastante exposição nas radios paulistanas, mas 'Valentina my Valentina' também ficou conhecida. Dudú lembra à Instrumental Newsletter, das dificuldades da gravação dela no estúdio alugado da Continental Discos no Largo da Misericórdia em São Paulo, já que a Young não tinha instalações próprias:

- 'As gravações eram 'ao vivo', em apenas 4 canais. Se houvesse qualquer erro, por menor que fosse, tínhamos que regravar tudo. Durante a gravação de 'Valentina my Valentina', o trio vocal, de jovens entre 19 e 22 anos (Solano, Passarinho e Bob Win), nunca tinham entrado em estúdio de gravação, estavam nervosos e não conseguiam alcançar o tom da música. Eu era um pouco mais velho. Depois de muitas regravações, eu já meio nervoso, fui a um boteco do lado do estúdio, comprei uma garrafa de whiskey e dei p'ros rapazes tomarem um gole. Retornamos ao trabalho e gravamos 'Valentina my Valentina' numa passada só, e sem qualquer erro'.

Solano compositor (nota saída no jornal 'Ultima Hora'):  O jovem Solano Ribeiro, autor de ‘All the time’ – gravado por The Avalons na etiqueta Young, avisa que já ‘entrou para a fornalha’ mais meia duzia, pelo menos, de outras peças no gênero popular norte-americano, o rock’n’roll. Resta esperar que outros cantores inteligentes saibam aproveitar as composições de Solano, bastando para tanto comunicarem-se com o dito – que não é Benê – pelo telephone 80-50-70.  Nota: pelo prefixo do telefone, sabe-se que Solano morava na rua Cristiano Viana no bairro de Pinheiros.


Paulinho, Dudú, Paul Anka, (?) & Galli Jr. (futuro Prini Lorez) em Setembro 1960. 

The Avalons eram presença certa no 'Programa da Juventude', comandado por Celly Campello e apresentado por Randal Juliano no Canal 7, TV Record aos sábados. Mais tarde o show passou a se chamar 'Crush em Hi-Fi', patrocinado pelo refrigerante Crush e posteriormente apenas 'Celly & Tony em Hi-Fi'. O programa durou de 9 de Outubro de 1959 até poucas semanas antes de Celly casar-se em Maio de 1962.

Desde 1957, com a vinda de Louis Armstrong, a Record trazia atrações internacionais periodicamente para temporadas em seu teatro na rua da Consolação, 1992. Geralmente, a TV gravava 2 ou 3 shows editando-os em um programa de 50 minutos para apresentação no Canal 7, em  horário nobre. Foi assistindo The Ink Spots, legendário conjunto de rhythm'n'blues, no Teatro Record, de 22 a 28 de março de 1960, que Dudú fez amizade com o guitarrista deles, que lhe deu alguns toques sobre blues.


Paulo Hermínio, Francisco Eduardo & Paul Anka in September 1960. 

Quando a Record trouxe Paul Anka, em Setembro de 1960, a gravadora Young já tinha encerrado suas atividades, e o sexteto Avalons já não existia mais, tendo revertido à sua origem de trio instrumental: Dudú, Paulinho e Daniel. A Record precisava de um conjunto para abrir os espetáculos de Paul e The Avalons foram os escolhidos, tendo como crooner o Zézinho, ex-Rebels, colega do selo Young, agora usando o pseudônimo de Galli Junior. Foram 9 shows de 20 a 25 de Setembro de 1960, antecedendo Paul Anka, com um teatro constantemente lotado e a algazarra dos brotos à mil, que se espalhava pela rua da Consolação parando o trânsito dos bondes, ônibus e automóveis. São Paulo experimentava a mesma atmosfera dos famosos shows do DJ Alan Freed no Brooklyn, em New York.

Devido ao sucesso dos Avalons tendo José Gagliardi Jr. como crooner - eles foram contratados pela RGE e lançaram um extended-play (compacto-duplo) em 1961. Essa foi a última atividade dos Avalons como grupo, pois logo em seguida Dudú partiu para Marselha e Paris, seguindo o exemplo de Booker Pittman que tinha feito esse caminho em 1934. Dudú tocou nas ruas de Paris, fez dupla com Heloisa Helena Buarque de Hollanda, mais conhecida como Miúcha, se apresentando na Sorbonne e depois viajando pela Italia e Grécia.


Galli Jr. acompanhado por The Avalons abre o show para Paul Anka em Setembro de 1960 no Teatro Record.


Paulinho, Daniel, Galli Jr. & Dudú in 1961.


capa do EP dos Avalons, agora tendo Galli Jr. nos vocais - RGE 1961

leia mais sobre a vinda de Paul Anka a São Paulo:
http://cartazes-internacionais-no-brasil.blogspot.com.br/2012/06/paul-anka-1960.html


Solano Ribeiro (right) went on to become big in show business on TV Excelsior and then TV Record. He was the man who organized all those song festivals that virtually stopped the country in their final nights.


'Vamos ao Teatro' ad at daily Estado 29 October 1961 - The Avalons playing traditional jazz at Teatro de Arena for a week competing with foreign acts like Japanese pop singer Eri Chiemi and cha-cha sensation Harold Nicholas.

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