Friday, 30 November 2012

REVISTA DO ROCK - Rio de Janeiro 1960



Celly Campello & Sergio Murilo as the absolute Queen and King of Brazilian Rock on the cover of Revista do Rock - February 1962.


Brazilian rock had its first mouthpiece in 'Revista do Rock' a monthly magazine devised by  journalist and song-writer Jeanette Adib. It was composed and printed in Rio de Janeiro. Its first issue was released in August 1960 with Elvis Presley on its cover.


Brazil had two different cultural centres in the cities of Rio de Janeiro and São Paulo. Rio had been Brazil' capital until 21 April 1960, but kept its superior infrastructure throughout the 1960s. 


Sergio Murilo was Rio's 'King of rock'n'roll'. Sergio was a former 'whiz-kid' who had been a performer since his pre-teen years. Rio's 'queen of rock' could either be Sonia Delfino or Celia Vilela. 

São Paulo was a different millieu... Carlos Gonzaga, who was black and older than the usual teen-ager was the best-selling rock'n'roll singer making him a natural 'King of rock'. But maybe due to his race, Gonzaga has never been seen as a 'king'.  




Revisgta do Rock  # 9 - April 1961 - Celly Campello on the cover.

Now, when it comes to the 'Queen of Rock' in São Paulo (or Brazil for that matter) there's no doubt Celly Campello was the one and only. Celly was a pretty girl, hailed from a white family of Italian descent who had a marvellous voice and could swing to boot. Celly was a natural and there would never be anyone like her. She retired at the 'mature' age of 20 years in April 1962, and married an engineer who worked for Petrobras, the Brazilian national petrol company. 


from left to right: Lucio AlvesArmando Louzada, Célia VillelaJeanette Adib and Ademilde Fonseca'Jornal das Moças', 5 April 1956.

Jeanette Adib had been a journalist with magazines like 'Jornal das Moças', 'Revista do Rádio' and 'Vamos Cantar'. The latter printed popular lyrics of recent radio hits. 

When Miss Adib released a special-issue of 'Vamos Cantar' - an offshoot of popular 'Revista do Radio' - dedicated only to rock'n'roll lyrics she was surprised how quickly it sold out at newspaper-stands all over Brazil. Adib immediately realized there was a strong market for a  teenager rock'n'roll publication. A few months later, in August 1960, she launched 'Revista do Rock' that lasted for at least seven years.


Revista do Rock #5 with Paul Anka on the cover. Paul Anka, Neil Sedaka and Elvis Presley were the most popular US rock acts in Brazil.


Elvis, Sergio Murilo e Johnny Restivo, constantes personagens do Revista do Rock.


Even though the Philadelphia rock teen-idols never quite made it in Brazil, Miss Adib's Revista do Rock always made room to show Fabian's face on its pages and cover.


Carlos Imperial, Neil Sedaka & RCA man Ramalho Neto.


Fernando Costa, Rio's local rock sensation;  Maureen O'Cannon's 'Oh, Johnny'.


issue # 10 with a heavily re-touched photo of Brenda Lee on the cover. 'Revista do Radio' was printed in the worst quality possible paper but still kids hurried to buy them at the newsstands around the country. 


Issue # 10 showing The Platters singing at TV Tupi in Rio de Janeiro in 1957; plus Sergio Murilo & Sônia Delfino - the King & Queen of Rock of Rio de Janeiro. São Paulo had different royalties.


# 13 - August 1961 - Connie Francis


# 14 September 1961 - Sergio Murilo 


Histórico da  Revista do Rock

O número 1 da Revista do Rock é de Agosto de 1960 com Elvis Presley na capa. A RR era mensal.

Revista do Rock foi publicada de Agosto de 1960 a Novembro de 1965.

A partir do número 52 já aparecem na capa Agnaldo Rayol e Rosemary. A fase inicial é a mais interessante, pois as fotos que saiam dos cantores brasileiros eram da fase inicial do rock.

Publicação Mensal da Editora Rio Branco Ltda.

Diretora: Jeanette Adib

Redação: José Adib – (chefe) – Saldanha Marinho – Carlota – Van Gold – Carlos de Souza - Tesourinha

Redação: Avenida Rio Branco, 185/5º.andar – grupo 520 – Rio – Tel: 42-0319

Distribuidor exclusivo para todo o Brasil: Fernando Chinaglia – Rua Teodoro da Silva, 907 – Rio de Janeiro

Venda avulsa: Cr$ 20,00

Assinaturas: Semestral – Cr$ 180,00 – Anual – Cr$ 360,00

Tony Campello, Demetrius, Cleide Alves, Ronnie Cord, Carlos Gonzaga  nunca mereceram uma capa somente deles. Talvez tenha saído em alguma RR que eu não tenha. Mas como teclei acima, as que me faltam são já da época da JG. A fase inicial alguns cantores brasileiros apareceram na capa com outros cantores brasileiros e estrangeiros. Já Roberto Carlos merece uma capa, mas aí já está na época da JG.

Concordo que a coleção é um tesouro e eu também cortei vários retratos para fazer um álbum. É uma revista muito, mas muito difícil de se encontrar em sebos.  A Revista do Rock era uma revista basicamente carioca, mas com distribuição para todo o Brasil, haja vista seu irmão comprou alguns números.

Considerações sobre a Revista do Rock e as várias fases do rock no Brasil 


A Revista do Rock pegou a parte do rock que nós, da 2a. geração do rock, mais gostamos.

Eu considero meu irmão Fernando, nascido em 1946 como da 1a. geração do rock, e nós, que nascemos no finalzinho dos anos 40 (eu em 1949) ou até 1952, como da 2a. geração do rock.

Meu irmão Osvaldo, que nasceu em 1953, eu já considero da 3a. geração do rock, pois ele já foi fã da Jovem Guarda, ao passo que nós, da 1a. e 2a. geração não fomos fãs da JG.

Que tal essa minha 'definição'?  Tirei agora da minha cabeça, mas faz todo sentido do mundo.

Conversava eu com um amiga sobre meu relacionamento com os fãs de várias correntes musicais. Eu disse a ela:  'Eu percebo que um cara é mais jovem do que eu quando ele gosta de Jovem Guarda!'  Se fulano/fulana gosta de JG é porque tinha menos de 14 anos em 1965.

Apesar da Revista do Rock ter terminado em Novembro de 1965, justamente quando a chamada Jovem Guarda começava seu 'reinado', ela foi 'ressuscitada' em meados da década de 70. O tamanho diminuiu e ficou como se fosse uma Vigu (Violão & Guitarra) ou uma revista Intervalo.


Elton John na capa da 'Revista do Rock' numero 6, de 1975, depois de ficar 10 anos sem publicação. 


a contra-capa ainda era azul e ainda trazia o Bill Halley, que nessa altura já não tinha boa saúde, vindo a falecer de ataque cardíaco em 9 Fevereiro 1981 em sua casa em Harlingen, Texas.


As reportagens dentro são: Black Sabbath; daí há letras de músicas de George Harrison (Ding dong), 'Fruto proibido' (Rita Lee), 'Soldier Boy' (Elvis) etc. Há 4 paginas só de Janis Joplin.  No centro da revista, há uma pagina dupla com foto do Elton John e mais 2 paginas com ele também.

A ficha técnica da revista:

Revista do Rock - no. 6 - Rio, 1975

J. ADIB EDITORA

colaboradores:

Luiz Pôrto, Márcia Santos, Fernando Mota, M.S. Mussa, Roberto Gouveia, Heraldo Costa.

correspondência geral: Caixa Postal 15014 - Lapa ZC-06
Rio de Janeiro-RJ 20.000

Na capa interior há foto de um número especial só com Beatles, tudo em azul, como nos velhos tempos.


Revista do Rock em 1964; ano 5 de existência; Paul Anka (old) & Rita Pavone (new). 

REVISTA DO ROCK  e  RITA PAVONE   1964 - 1965 


Eu me tornei fã de Rita Pavone em Junho de 1964, quando da passagem do Vulcão Italiano pelo Brasil. Foi uma pequena revolução em minha vida, pois desde 1963, eu estava mais interessado em cinema do que música.

Tudo que saia na imprensa sobre Rita Pavone eu comprava. A Revista do Rock sempre publicava algo sobre a Pintadinha, principalmente comparando-a com Brenda Lee. Como eu também gostava da Brenda, nunca desgostei da comparação. Afinal ser comparada ao melhor é um elogio.

Me lembro que em Janeiro ou Fevereiro de 1965, a Revista do Rock  publicou 9 letras-de-músicas que a Rita tinha gravado em 'The International Teen-Age Sensation', seu LP norte-americano lançado no final de 1964, no Brasil. Olha, aquilo foi como se eu tivesse recebido uma benção dos céus, diretamente.

Até hoje não sei como a Revista conseguiu aquelas letras-de-músicas. Só faltaram 3 letras: 'Big deal', 'I can't hold back the tears' e 'Too many'! Daí eu passei os 20 anos seguintes 'caçando' essas 3 letras que faltaram. Rita 'assassina' o inglês, e é quase impossível 'tirar' letra em inglês ouvindo suas gravações. Nas musicas lentas, até que Rita faz um serviço bom, mas nas musicas 'corridas' (uptempo) é um desastre.

No final de 30 anos, eu acabei 'tirando' essas 3 letras quase por 'sorte'. A última delas, 'I can't hold back the tears' consegui completar há uns 3 ou 4 anos, quando, finalmente percebi que o que a Rita pronunciava 'braing' no que deveria ser 'bring' (trazer)... BINGO... consegui compleçtar a letra inteirinha.

Em 'Big deal' a Rita 'massacrava' a letra. Mas, assim mesmo eu consegui tirá-la, talvez por inferência, pois afinal, musica-pop é, geralmente, previsível. A não ser quando se usa muitos nomes próprios como em 'Kissin' Time'; mas essa eu consegui através da gravação de Bobby Rydell.

Veja você que a Revista do Rock oferecia um produto altamente especializado e importantíssimo. Para mim assim o foi, e creio que o mesmo acontecia com fãs do Elvis Presley, Paul Anka, Neil Sedaka, Brenda Lee, Bobby Rydell e outros.

Gostaria de deixar aqui um pensamento de carinho para com Jeanette Adib que tantos sonhos proporcionou às nossas vidas adolescentes. Como fui feliz lendo, relendo, recortando, colando a Revista do Rock.


Montagem feita pela seção de Arte da Revista do Rock em 1964, mostrando Rita Pavone, recortada da capa de seu 1o. album de 1963 e Paul Anka numa foto de 1962. Por incrível que pareça, Anka & Pavone acabaram gravando juntos nos estúdios da RCA em Berlin em 1964. A RR não era apenas uma revista, mas adivinhava o futuro.


Letra de 'Hey mams' e foto dos irmãos Tony & Celly Campello em azul. 


Fã-clubes aproveitavam as páginas da Revista do Rock para anunciarem de graça seus endereços.


capa (cortada) da Revista do Rock de 1966.

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