Wednesday, 27 February 2019

'Rock a round the clock' causes riots in Sao Paulo and Rio

19 December 1956 - eagerly waited 'Rock around the clock' (Ao balanço das horas) premieres at Cine Ipiranga, Trianon, Paulista plus 9 other play-houses in Sao Paulo. Soon, newspapers would report about vandalism happening at Cine Paulista on Rua Augusta.

21st December 1956 - Rio's 'Correio da Manhã' reports about Cine Paulista's being vandalized by middle class youth during the projection of 'Rock around the clock'. Note that the word 'rock'n'roll' is treated as a feminine noun: 'a rock'n'roll'... eventually it would become a masculine noun.

São Paulo - 20 December 1956 - Cenas desagradáveis, como apupos, assovios, berros e depois depredações tiveram lugar no Cine Paulista, na Rua Augusta, quando da exibição do filme 'Rock around the clock' (Ao balanço das horas).

Interessante registrar que cenas semelhantes são registradas em outros cinemas. Os tumultos tem início no momento em que é exibido a dança denominada 'rock'n'roll', que exerce tal influência nos adolescentes, que se poem a dançar também. Em dado momento quase toda a plateia estava imitando os passos da curiosa dança, fumando, dando berros.

Poltronas e móveis foram danificados seriamente, ante os olhos dos guardas que a tudo assistiam, pois não podiam conter a alucinação dos exaltados.

30 December 1956 - After the loss of property due to vandalism and riot perpetrated by middle-class youths, Companhia Serrador, owner of Cine Paulista, stopped the projection of 'Rock around the clock' in all 10 movie-houses and restricted its showing to only Cine Ipiranga where a bigger detachment of policemen were deployed to avoid any repetition of the dramatic scenes.

15 January 1957 - Three weeks after scenes of vandalism and mass hysteria were witnessed during the projection of 'Rock around the clock' in movie-houses in São Paulo, similar incidents happened in Rio de Janeiro in a bigger way. Riots and disturbances occurred at Cine Rian in Copacabana, Cine São Luiz at Largo do Machado and Cine Rex.

Tivemos ontem, no Rio de Janeiro, a repetição de cenas deploráveis praticadas por menores nos cinemas de São Paulo, quando da exibição do filme 'Ao balanço das horas' (Rock around the clock).

No Cine São Luiz, no Largo do Machado, a coisa começou mesmo antes de ter início a sessão das 14:00 horas. Salão cheio, repleto de molecotes que assobiavam a melodia de 'Rock around the clock', acompanhando-a com as mãos e os pés. O barulho, em pouco, era ensurdecedor. Ao ritmo do rock'n'roll, a garotada começou a saracotear, perturbando quem queria assistir ao filme. Em pouco, a baderna se generalizou e a polícia foi chamada. Re-iniciado o filme, a zoada aumentou, o que motivou a interrupção da projeção por diversas vezes, terminando a sessão das 14 horas precisamente às 19 horas. Uma sessão que duraria 2 horas, demorou 5 horas. 

No Cine Rian, na Avenida Atlântica, a baderna começou mesmo na 2a. sessão, às 16:00 horas, com molecotes metidos a play-boys repetindo a história: assobios, acompanhamento do ritmo com palmas e batidas de pés no chão. Aqui, entretanto, foram além: puseram-se a dançar. A sessão teve que ser interrompida enquanto a Polícia não chegava. E nesse meio tempo, os moleques que se encontravam na fila aguardando vez para adquirir ingresso, contagiados pelo som dos assobios que vinha da sala de projeção, batiam o compasso nas latarias dos veículos que, obrigados pelo congestionamento do tráfego, paravam ou transitavam lentamente em frente do Rian.

Ante as reclamações de seus proprietários, pois não raro, cafajestes danificam a pintura de veículos de passeio, passaram a atirar pedras nos automóveis. E a situação ia se agravando a cada instante, até que com a chegada da Polícia, que atirou bombas e gás lacrimogêneo nos manifestantes, os ânimos se acalmaram. Cine Rian foi evacuado e a exibição do filme suspensa, até segunda ordem.

No Cine Leblon, as cenas foram quase as mesmas, e a projeção foi suspensa às 15:40 horas.

Hall at glorious Cinema São Luiz in the 1940s, at Largo do Machado, in Rio de Janeiro, where some of the riots caused by 'Rock around the clock' happened.

Cine Rian while part of the disturbances were taking place in January 1957. 

Monday, 7 January 2019

THE BEVERLYS, the book

It has taken 23 years for Vander Loureiro's book 'THE BEVERLYS' to be published but it finally saw the light of day on 15 December 2018.

The Beverlys were a doo-wop group formed in Penha, a Sao Paulo eastern suburb, in late 1958, exactly 60 years ago. Rock'n'roll was still in its infancy in Brazil.

The Beverlys were all Black and boasted: José Pereira, the guy who had the idea to start a group similar to The Platters that he had seen performing in a movie; Vander Loureiro and his wife Amelia de Paula, Castro & José Mariano

to buy a copy of 'The Beverlys' go to: https://www.eviseu.com/pt/livros/142/the-beverlys/


15 December 2018, at Teatro Hangar on Rua Conselheiro Nebias, 305 at Barra Funda.

Vander Loureiro and Olivia Pereira, former wife of José Pereira the founder of The Beverlys.
Vander, Antonio & Olivia with the book in her hands: Vander autographs 'The Beverlys' for José Luiz de Jesus, who provided most of these photos. 
Zé Luiz, Vander, Antonio & Olivia do a Beverlys-Platters imitation...  

Denise Duran, Iracema Tamashiro, Vander Loureiro, Zé Luiz Jesus, Luiz Amorim aka Carlus Maximus, Olivia Pereira and Antonio. 

Saturday, 8 December 2018

Rock as a subject in Brazilian movies

16 March 1958 - great Oscarito was 51 years old when he did an impersonation of Elvis Presley on 'De vento em pôpa'. He not only sang Carlos Imperial & Roberto Reis' 'Calypso rock' but did a whole dancing number with acrobatic Sonia Mamede

Sonia spots Zezé Macedo fuming; but Oscarito kindly introduces Mrs Fou-Fou to the audience...
Mrs Fou-Fou says: 'Lisongeiro'; he answers 'Thank you, very much!'
Luiz Carlos & Sonia Mamede are happily together ever after... 



to read more about early Brazilian rock: https://papofirmeblog.wordpress.com/2016/07/12/rock-brasileiro-60-anos-o-brasil-comeca-a-cair-nas-gracas-do-rock-and-roll/

Wednesday, 3 October 2018

Rock'n'roll in Rio 1963

19 May 1963 - Rio de Janeiro daily 'Correio da Manhã' had a musical column called 'Esquina sonora' written by journalist Rossini Pinto who was also a song writer & an aspiring singer having recorded at CBS. Rossini would eventually become an A&R (Artist & Repertoire) man at CBS. 

Rossini was an active man who was always on the go. On the left he offers photos of teen-idols to those readers who wrote to 'Clube do Rock' c/o Radio Tupi do Rio de Janeiro - where he had a daily radio show. Foreign stars such as Elvis Presley, Neil Sedaka, Paul Anka, Chubby Checker, Nico Fidenco, Peppino di Capri, Ricky Nelson or their Brazilian counter-parts as Roberto Carlos, Sergio Murilo, Demétrius, Rossini Pinto (himself), Wanderlea, Célia Vilela, Selmita, Tony Campello, Cleide Alves and Clério Morais. 

On the right, Rossini started a competition among his readers who would write care of 'Correio da Manhã' / 'Esquina sonora' and vote for her/his favourite disc jockey

1. José Duba (Radio Metropolitana)
2. Luiz Fernando (Radio Tupi)
3. Jair de Taumaturgo (Mayrink Veiga)
4. Luiz de Carvalho (Globo)
5. José Messias (Guanabara)

6. Roberto Muniz (Globo)
7. Jair Amorim (Guanabara)
8. Waldyr Machado (Mauá)
9. Moacyr Bastos (Radio Rio de Janeiro)
10. José Soares - Metropolitana 

11. Oliveira Filho (Guanabara)
12. Euclides Duarte (Mauá)
13. Othon Bastos (Mauá)
14. Sergio Porto (Mayrink Veiga)
15. Teonir Buteri (Vera Cruz)

Friday, 14 September 2018

early CELLY CAMPELLO

Rio de Janeiro's leading daily newspaper 'Correio da Manhã' mentioned Celly Campello on 13 July 1958, for the very first time. Columnist Claribalte Passos actually hailed the release of Odeon's 78 rpm single 'Forgive me' sung by Tony Campello b/w 'Handsome boy' sung by his sister Celly as 'not bad'. Claribalte's final judgement is that the record is 'acceptable'. 

'Correio da Manhã' 13 July 1958.
Amidst a plethora of new records - Maysa's 'Eu não existo sem você' being the most important, Claribalte Passos acknowledges the release of Celly Campello's first ever 78 rpm single: 'Handsome boy' which was the B-side of her brother Tony's 'Forgive me'.

'Correio da Manhã', Tuesday, 26 May 1959.

Ten months after Claribalte Passos first noticed the existence of Celly Campello he writes about her in a different way:

Transitará hoje pelo Rio a garota-sensação do radio e TV paulistas, Celly Campello, que vem ocupando os 1os. postos nas paradas de sucessos em São Paulo e nesta praça (Rio) com sua recente gravação Odeon de 'Estúpido cupido' (Stupid cupid). Celly estará entre nós, apenas por algumas horas, participando somente do programa 'Discoteca do Chacrinha', do Canal 6, às 13:00 horas e, logo em seguida, retornará ao seu Estado. Na ocasião, Celly será homenageada por colegas de radio, TV, cronistas de jornais e revistas, numerosos fãs e pelo próprio Chacrinha, que foi seu lançador na Radio Carioca.

À guisa de curiosidade publicamos alguns dados da curta, mas já vitoriosa carreira dessa 'estrêla':

Estreou cantando em dupla com seu irmão Tony Campello. Em 1958, convidada por Mario Gennari Filho, gravou uma face de disco na Odeon (a outra foi de Tony) e então iniciou a carreira profissional mas, terminaram suas férias e retornou a Taubaté-SP para continuar seus estudos do curso clássico. Gravou cinco músicas que foram: 'Handsome boy', 'Devotion', 'O céu mudou de cor', 'Estúpido cupido' e 'The secret'.

'Correio da Manhã' 26 July 1959; Radiolandia 15 June 1960.

Claribalte Passos now welcomes Celly's very first E.P. (extended-play aka compacto-duplo) featuring: 'Estupido cupido' (Stupid cupid), 'The secret', ''Tunel do amor' (Have lips will kiss in the tunnel of love) & 'Somos jovens' (Just young).

MC Randal Juliano presented 'Programa da Juventude' in 1960 at TV Record.

Celly at her Ginasio in Taubaté-SP. 
a very musical family: Tony at guitar, Celly on the piano, Selma Rayol & Nelson Campello just watching... 
Mr. Campello, his wife Idea, Celly, an unidentified man, Tony & Nelson Campello... 
17 August 1960. 
Tony & Celly at the height of their successful career... 
Celly later after she became a private citizen...