Monday, 4 August 2014

LENY EVERSONG hotter than Elvis Presley

Even though Brazilian singer Leny Eversong doesn't exactly qualify as a rock'n'roll singer, one day - actually on 6 January 1957, at the Ed Sullivan Show, the highest rating TV show in the United States, she proved to the world she was hotter than even Elvis Presley, the King of Rock'n'roll. And here's the photo to prove it. 

Leny is telling Elvis to 'work a little harder'... told him he had a little catching up to do if he wanted to be in her league. Jee, it takes a lot of balls to tell The King off... but Ms Everson was ever so friendly and a little motherly. Actually if you come to think about it, Leny looked a little like Gladys Presley. Maybe that's why they got along so well. Everything was witnessed by the Man himself: Mr. Ed Sullivan. 


If you don't believe what I've said: have a look at the tape at YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=Abn4tVIlBJw


Elvis Presley & Leny Eversong - 6 January 1957. Two days later Elvis would be 22 years old. 
The King finally had the chance to do his number, supported by The Jordanaires.
Elvis later in 1957 presenting himself for Army medical examination in Memphis.
Elvis induction to the US Army was a great  free advertsiment for their politics during the Cold War.
Elvis & Gladys Love Smith Presley his mother. She would die while Elvis was serving in Germany.
Papa Vernon, Grandma Minnie Mae & Elvis havind breakfast in Memphis.

honourably discharged from the Army in 1960.


After her appearance at the Ed Sullivan Show on the first days of 1957, Leny Eversong had no problem in getting her Las Vegas contracts renewed every year. Here's how she looked 3 years later, in 1960.

Leny Eversong talks to journalist Jeanette Adib on her way back from the U.S.A. 

A critica americana achou Leny Eversong superior a Kate Smith e Sophie Tucker – duas cantoras que se transformaram em ídolos. Ao desembarcar no Galeão, Leny confessou emocionada: ‘Quase morri de saudades do Brasil. Não há nada que se compare com minha terra. Eu jamais trocaria meu país pelos dólares...’  Longe do Brasil, uma suculenta feijoada à moda da casa não tem preço – Deixou três vantajosos contratos pendentes para voltar p’ra casa: Santa Clara, Puerto Rico e New York.

Durante mais de 15 anos – desde 1942 – Leny  Everson ficou relegada ao semi-anonimato, como cantora de músicas americanas, em São Paulo. A voz avantajada da cantora custou a ser notada, e ela já desiludida, estava disposta a abandonar definitivamente o radio. Mas, antes, jogaria com a ultima chance: cantaria sambas. Foi a conta. Todo mundo comentava a extensão de sua voz privilegiada, e o sucesso veio a passos largos. Leny, finalmente, tinha agarrado a ‘bola branca’ – e estava vendendo discos como poucos cantores de cartaz. Diante dessa transformação ela lamentava não ter mudado de gênero há mais tempo – ofuscando ela própria o sucesso e a fortuna que haveriam de chegar um dia quando aquela arte oculta fosse desvendada. A garganta que vale milhões atingia uma nota acima da oitava – e a noticia transpôs fronteiras, assombrando os americanos que não tardaram a fazer excelentes propostas para que a cantora brasileira fizesse uma temporada nos ‘States’.

Abismados com a interpretação de Leny Eversong em ‘Jezebel’ (in English), os empresários daquele país disputaram entre si, a primazia de contratá-la. Foi assim que ela seguiu para a Broadway e cantou debaixo de aplausos ensurdecedores  - bisando vários números, com ‘Canto Afro-Cubano’ (El Cumbanchero), ‘Na Baixa do Sapateiro’, ‘Mãe de ouro’, ‘Jezebel’, ‘Otindere’ e ‘Canta Brasil’. 

Leny Eversong atuou no 'Ed Sullivan Show' o maior programa de televisão dos Estados Unidos no domingo 6 Janeiro 1957 – substituindo o famoso Elvis Presley – a maior coqueluche yankee desses últimos tempos – e isso serviu para torná-la conhecidíssima naquele país, pois na segunda-feira, o noticiário da imprensa se ocupou vastamente da cantora brasileira de voz colossal.
Certa vez, fizemos uma observação a respeito de suas gravações – exclusivamente com musicas americanas – argumentando que estranhamos o fato dela não cantar musicas brasileiras. Leny explicou:

- Eis um assunto que eu sempre gosto de esclarecer; porque não gravei musicas brasileiras na America do Norte e porque deixei de incluir no show do Waldorf Astoria ou no programa de Ed Sullivan composições brasileiras. Sabem por que? Simplesmente porque os músicos norte-americanos desconhecem o verdadeiro ritmo do samba. Quando se fala em samba, eles tocam rumba ou mambo. Dessa maneira, seria ridículo para uma cantora brasileira cantar um samba em ritmo de rumba. Por isso, procurei valorizar-me primeiro – cantando musicas do cancioneiro americano. Depois, quando eu alcançar uma posição mais segura nos ‘States’, terei mais oportunidade de mostrar o verdadeiro ritmo brasileiro sem mistificações e poderei fazer alguma coisa em benefício de nossa musica popular.

Em seu próximo long-play estão incluídas musicas brasileiras de linhas melódicas que permitam arranjos primorosos  - e que estejam bem adequados aos gostos americanos.

Faz poucos dias que Leny Eversong voltou de sua terceira temporada nos Estados Unidos. O seu desembarque no Galeão foi um espetáculo. Todos queriam abraçar a fabulosa cantora – fãs, amigos, repórteres e parentes. Ela desceu do avião emocionadíssima por pisar novamente em terra brasileira e não conteve uma exclamação muito espontânea.

- ‘Quase morri de saudades do Brasil. Não há nada que se compare com minha terra. Eu jamais trocaria minha Pátria pelos dólares! 

- Sinceramente, eu morreria de saudades se tivesse de viver longe daqui. A distância de três meses é o máximo que posso suportar longe do Brasil. Por maior que seja a gloria e a tentação da fortuna, eu jamais abandonarei meu país. Desta vez ultrapassei o limite e fiquei quatro meses fora, mas ultimamente eu vivia tão nervosa que não sentia prazer em coisa alguma. No começo tudo parece formidável para o artista. Lá os contratos são de 3 ou 4 semanas – e isso faz com que as emoções se renovem. Mas comigo era diferente. Na segunda semana eu já me sentia cansada de tudo – doida para terminar aquele contrato e ir para outro lugar diferente. Ultimamente eu estava desesperada para voltar. Ah! Nessas ocasiões é que a gente vê que longe do Brasil, uma suculenta feijoada não tem preço... Quando voltei da minha temporada em Cuba – no Casino Parisien – do Hotel Nacional de Cuba, fui convidada por uma família brasileira para uma feijoada à moda da casa. Na residência do Comandante Contins – que está residindo nos Estados Unidos, há dois anos, senti-me como se estivesse em minha própria casa – e amenizei um pouco a saudade.

- Na televisão, quais foram as emissoras em que você atuou?

- Trabalhei em Hollywood e New York – no Canal 5. Lá os programas são diferentes e não existe esse negócio de contratos como os que temos aqui. Para que eu pudesse trabalhar na televisão americana eu precisaria falar inglês – porque lá, o cantor faz a publicidade, apresenta seus convidados, anuncia os números que vai cantar, e depois então é que ele tem o direito de exibir seus dotes vocais. A princípio eles não acreditaram que eu não soubesse falar inglês – e ficaram surpresos como eu, cantando com pronúncia correta, sem sotaque, não soubesse conversar naquele idioma. Esses programas tem a duração de uma hora e o cantor pode convidar outros cantores – os maiores cartazes, e o artista não se importa de estar cantando lado a lado com outro de igual popularidade. Eu gostaria de fazer um programa assim aqui no Rio – convidando cartazes para cantar junto comigo.

- Quais foram os clubes noturnos que você cantou?

- Thunderbird Hotel, Mocambo, Romanoff, Fontainebleu e, por ultimo, no Club Parisien – que é a boite do Hotel Nacional de Cuba.

- Em cada ‘night-club’ quanto tempo você atuou?

- Em Las Vegas, cinco semanas. Nos outros quatro e três semanas. Todos esses night-clubs são de primeiríssima classe e não é qualquer cantor que eles escolhem...

- E você ganhou muito dinheiro?

- Estou ‘fabricando’ uma carreira nos Estados Unidos. Ainda não estou rica. Eu trouxe mais sucesso do que dinheiro – devido aos impostos que tive que pagar – fora os gastos.

- Quais eram as bases dos contratos?

- Cada contrato variava entre 2.000 e 3.000 dolares por semana.

A critica americana achou que Leny Eversong lembrava muito as cantoras Kate Smith e Sophie Tucker – na voz e nos quilos – e, alguns críticos chegaram a dizer que a nossa cantora era superior àquelas duas artistas que são verdadeiros ídolos. Em Hollywood o sucesso de Leny foi tão estrondoso que ela foi obrigada a bisar nove músicas – isso aconteceu num night-club em que cantam vários artistas – cada 15 minutos um – sem poder repetir nenhuma musica. Nessa noite, Leny tomou conta do espetáculo. ‘Abafou’ de ponta a ponta. 
article published on 'Revista da Semana' - 1957. 
Leny Eversong exuberant on her way back to Rio from New York. 
Leny Eversong at the centre-fold of 'Revista da Semana'.

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