Wednesday, 20 February 2013

PRINI LOREZ

Prini Lorez was a humbug. 

According to Wikepedia: In English the word humbug refers to a person or thing that tricks or deceives or talks or behaves in a way that is deceptive, dishonest, false, or insincere, often a hoax or in jest. 

That's exactly what Prini Lorez was! 

He was a kid from São Paulo, Brazil, called José Gagliardi Junior who started singing rock'n'roll tunes with a group called The Rebels who recorded for a new label called Young in 1960. When the label folded two years later, Zezinho (his nickname) went over to independent label RGE and recorded an EP with The Avalons but even though the band was pretty good nothing much came out of it.

In the meantime Galli Jr. (his other nickname) started singing nightly at night-club Lancaster - with The Jet Blacks, the hottest rock band around. Lancaster soon became the most fashionable night club in town and their gigs were really hot. When José Scatena, RGE's owner, was told there was a new sensation in town he went there to check it out. 

When Scatena saw the energy and enthusiasm generated by Galli Jr. & The Jet Blacks he had the meanest idea. As Trini Lopez was the new sensation in the US and Europe but still hadn't a proper label to distribute his records in Brazil, Scatena thought he would use a ruse to make money for his label. 

According to Wikipedia: a ruse is a deception; an action or plan which is intended to deceive someone. 

Scatena rushed Galli Jr. and The Jet Blacks to the RGE studios and made them record Trini Lopez's repertoire. A week later RGE released 'America' as a single having the name PRINI LOREZ printed on the sleeve. José Gagliardi Junior became Prini Lorez in an operation to cash in on Trini's notoriety. 

'America' with Prini Lorez went up the charts. A second single was soon released: 'La bamba' with Prini Lorez went straight to Number One... and RGE made a lot of money. 

Two months later Reprise finally made a deal with Odeon-EMI that started pressing Trini Lopez's records in Brazil. At this particular junction in time 'America' and 'La bamba' were being played twice on the radio either by Prini and Trini. Nobody knew exactly who was who. Eventually, people realized they had been duped and did not like the story.

Prini, our Brazilian Galli Jr., never actually got over this prank. Even though José Gagliardi Junior was a real good performer and a talented young man he never 'recovered' from it to make a name of his own. 

Prini dropped the surname Lorez. Actually he should have dropped the whole damn thing and start anew.  Prini went on to sing at TV show 'Jovem Guarda' in 1965 and 1966 but somehow his 'dark past' never let him. He ended up being depressed and abandoned his singing career to try a new life in the U.S.A. He eventually came back here and went into obscurity. 



O nome Prini Lorez ainda é controverso, passados quase 50 anos do lançamento do album PRINI LOREZ pela RGE de José Scatena no primeiro semestre de 1964.

Marcia Sedaka escreve em 19 Fevereiro 2013:


Quem é Prini Lorez? Através de um recurso de publicidade, até certo ponto justificável (para mim, propaganda enganosa), a RGE lançou Prini Lorez envolvendo em mistério sua identidade. Possivelmente esse truque aguçou mais ainda a curiosidade dos discófilos e dos programadores de radios, que são os responsáveis pela introdução de um novo cantor. Não discutindo a validade do recurso, o fato é que Prini Lorez passou a ocupar todas as paradas de sucessos do país, e um ídolo nasceu da noite para o dia. Poderia passar por um cantor de Porto Rico, mas é paulista.

Fica provado que com arte, estávamos aptos a produzir discos no Brasil com recursos nossos que faziam frente aos melhores similares estrangeiros. É o famoso 'gato por lebre'. Não concordo com o que foi feito, mas que foi uma sacada de mestre, ah isso foi. Hoje com toda a parafernália, não dá mais para enganar o público. O disco até que é interessante (nunca tinha ouvido todo o disco antes), dentro dos recursos pobres da época. A diferença do Prini Lorez para o Trini Lopez é brutal. Dentro do que foi proposto gravar, achei que ele patinou em 'I want to hold your hand' e 'Like a baby', música de Paul Anka, que naquela época estava completamente fora da 'media'. Mas não é que a musica do Anka até que é bonitinha? Creio que o autor não a tenha gravado; fui conferir nos meus alfarrábios e tenho-a com a Annette Funicello.


Resposta de Carlus Maximus em 20 Fevereiro 2013:



Oi, Marcia, tive chance de escrever sobre a historia do Prini Lorez, quando digitei o livro do Vander Loureiro, membro do conjunto do-wop The Beverlys, que fez 'back-vocals' para o Prini alguns anos durante a época da Jovem Guarda. 

O fator que está faltando na sua análise, não é nem tanto o 'enganar ou não enganar' (to be or not to be) tão Shakespereano, mas a oportunidade-de-negócio que não deve ser perdida. Note bem, a gravadora norte-americana Reprise (que gravava o Trini Lopez) não tinha representantes no Brasil, porisso o José Scatena, diretor da gravadora paulista RGE, muito esperto, sabia que ele teria tempo suficiente para lançar um Prini Lorez, chegar ao 5o. lugar com 'America' e 1o. lugar com 'La bamba', antes que a etiqueta do Frank Sinatra entrasse em contacto com a EMI e Trini Lopez, o original, pudesse ser lançado no mercado brasileiro.  É tão elementar, meu caro Watson, o que aconteceu mercadológicamente. O Scatena deu um golpe de mestre, trabalhando contra o tempo.

E olha que não dá quase para saber qual gravação é melhor: 'La bamba' com um ou com outro. Eu fiz o teste, na época, e achei pouca diferença. Na verdade, tenho que confessar um segrêdo antigo: eu gostei mais de 'La bamba' com o Prini Lorez. Pronto, disse tudo (there, I've said it again)!

Gostava muito de 'America' com Prini Lorez também, pois, justo na época, eu era 'rato de parada de sucesso' e não perdia nenhuma. Meu domingo começava as 8:00 com a 'Parada da Nacional paulista', continuava as 10:00 com as '25 mais' do Ricardo Macedo, da Radio Bandeirantes e terminava o domingo na Radio Cultura escutando além dos 25 singles mais-vendidos, os 5 LPs, e os 5 compactos-duplos mais procurados. É assim que eu acompanhei todo o sucesso de LPs como 'O fino da bossa', 'Tamba Trio', 'Zimbo Trio' etc. Tempo mágico aquele,  quando a gente tem 13, 14, 15 anos... tudo é muito mágico e eu sou feliz de ter vivido aquele período.

O problema do Prini Lorez, como artista, começa logo em seguida ao lançamento do (verdadeiro) Trini aqui no Brasil. Ele só tinha uma saída: teria que ter mudado de nome e começado novamente.  Talvez, por preguiça, ele não queira ter feito isso, e nunca mais encontrou seu 'nicho'.  O Vander me disse que o Prini era o único para o qual o Roberto Carlos 'tirava o chapéu'... e olha que o RC conheceu 'cobras' como Jorge Ben, Wilson Simonal e Tim Maia... precisa falar mais?

No programa Jovem Guarda, o RC, além de anunciar o Prini, cantava um pouquinho com ele, isso é, dava uma canja com ele, como se dizia na gíria de então. Tudo isso para dizer que o Prini tinha valor intrínseco. O Vander disse que quando eles acompanharam o Prini em 'When the saints go marching in', foi uma auê no Teatro de Cultura Artística, auditório do Canal 9, quando do programa inaugural que o Carlos Imperial produziu para o Eduardo Araújo, que seria o 'Jovem Guarda' da TV Excelsior.

Vander disse que o camera-man que ficava na grua (acho que é o nome da torre de câmera) soltou um expletivo quando eles terminaram a apresentação, de tanta admiração. Infelizmente, foi o canto-de-cisne dos Beverlys, pois exatamente nesse domingo haviam agentes da Ordem dos Musicos de São Paulo no auditório que aplicaram multa altíssima ao conjunto por cantarem sem 'ordem' da Ordem.

Logo depois Prini foi chamado de volta para a TV Record (talvez exigência de RC), mas The Beverlys não puderam voltar mais ao programa Jovem Guarda pois a multa tinha escalado em Progressão Geométrica e a direção da Record não quis pagá-la. Foi um complô da Ordem, que o Vander diz ter sido  por motivo racista, já que The Beverlys era o único conjunto negro nas cercanias. 

Tudo isso só p'ra dizer que o José Gagliardi Junior, vulgo Prini Lorez foi uma sensação. Na verdade, pelo relato do livro do Vander, o Gally Jr. estava fazendo o maior-sucesso-da-paróquia na boite Lancaster circa 1963/1964, sendo acompanhado pelos Jet Blacks, quando o Scatena passou por lá numa noite e viu que dalí poderia surgir um Trini local, sendo que o Scatena já tinha ouvido o 'P.J.'s proudly presents Trini Lopez' da Reprise. Veja você que foi tudo o destino que preparou. O Prini conseguia entusiasmar a plateia de um night-club jovem, exatamente como o Trinidad Lopez fazia em Los Angeles, California. Parecia que o destino conspirava à favor. 

Note que nesse LP há gravações que Prini fez para a RGE em 1961, quando ele ainda era parte dos Avalons, em sua 2a. formação. Notei que você comentou sobre a 'fraqueza' de 'Like a baby', música do Paul Anka. É porque era, junto 'Dooby dooby wah', sobra de 1961. A inclusão de 'I want to hold your hand' no LP final não fez muito sentido mesmo. Foi para 'encher lingüiça', como se falava antigamente. Mas as músicas 'copiadas' dos 2 albuns do Trini Lopez estão entre boas e ótimas. 




De como Zezinho se transformou em Prini Lorez

Quando José Scatena, diretor da gravadora RGE, entrou no Lancaster, night-club para jovens da rua Augusta, e viu Zezinho Gagliardi e Jet Blacks interpretando ‘La Bamba’ e levando ao delírio a ‘avant-garde’ augustiana, ele começou a ter idéias para capitalizar em cima de tal êxtase coletivo. Que tal se eles gravassem todo aquele repertório do Trini Lopez, cuja gravadora Reprise ainda não tinha representante no Brasil, e lançassem um LP similar antes que o original aparecesse por aqui?

Zezinho topou e seu nome foi prontamente mudado para Prini Lorez. Scatena simplesmente trocou o T de Trini (Trinidad, por extenso) pelo P de Prini, e o P de Lopez pelo R de Lorez. Assim, José Gagliardi Jr. tornou-se Prini Lorez. 




Gravou-se um LP inteiro a toque de caixa. ‘La Bamba’ e o resto do repertório foram gravadas seguindo à risca os originais, prática, aliás, nada nova, pois era, básicamente, o que faziam The Rebels, The Beverlys e os outros conjuntos na gravadora Young em 1959 e 1960. Scatena não inovou em nada, a não ser na alteração do nome do artista principal.

Scatena gravou o Prini cantando seis faixas de 'Trini Lopez at P.J.'s', o 1º LP de Trini Lopez  para a Reprise [‘America’, ‘La Bamba’ - os dois primeiros singles, mais ‘If I had a hammer’, ‘Cielito lindo’, ‘This land is your land’ e ‘Gotta travel on’], três faixas de ‘More Trini Lopez at P.J’s’, segundo LP de Trini de 1963, que Miguel Vaccaro já tinha em sua possessão [‘Walk right in’, ‘If you wanna be happy’, ‘Lonesome traveller’] e ainda deu para incluir ‘I want to hold your hand’, dos Beatles, a nova sensação mundial; ‘Like a baby’, um remanescente do ‘velho’ Paul Anka e ‘Dooby dooby wah’, gravados em 1961 por Zezinho e The Avalons.

Até a voz do apresentador da boite P.J.’s anunciando: ‘And now, P.J.’s proudly presents... Prini Lorez!’ no início de 'America', a primeira faixa do LP, foi copiada ipsis-literis pelo Scatena. Como no original, o disco da RGE também dava a impressão de ter sido gravado numa boite barulhenta, com copos tilintando, vozes sobressaindo-se, palmas, côros e algazarra geral. Rapidamente o disco chegou às lojas e vendeu muito. E cá entre nós, em questão de qualidade não havia grande diferença entre o original e a ‘cópia’.





A farsa Prini Lorez 


(artigo escrito por Ademar Dutra para a Revista Melodias de Julho 1964, Ano XI - no. 84)


A ideia de se lançar à praça, um cantor nacional, com o nome de Prini Lorez, antes que no Brasil chegassem as matrizes ou 'tapes' de maior sucesso do cantor Trini Lopez, já é uma falta de ética muito grande, na indústria fonográfica. E atualmente no disco, parece que vale tudo. Produtores que se consideram gênios, são tão fracos de personalidade e tão vazios de ideias, que não hesitam em lançar mão de processos que ludibriem o público. Tudo isso em função da vendagem de discos. Não importa que o público compre gato por lebre. O que interessa, aos donos de gravadoras, é faturar. 



No caso específico - Trini Lopez x Prini Lorez - felizmente a imprensa especializada soube separar o joio do trigo e não acusar o bom Galli Júnior, que gravou na Chantecler já com nome trocado; pois era conhecido como Zézinho, cantor e violonista de conjuntos de rock e twist. Realmente o moço tem suas qualidades e merecia - pelo menos - gravar com nome próprio. 



Ora senhores! Se uma oportunidade aparece na carreira de um jovem, que até o momento não conseguia projetar-se e a direção de uma fábrica, de repente abre-lhe as portas para que ele grave vários discos, o jovem não é culpado. Nem tem culpa um jogador de futebol, quando o técnico de seu quadro utiliza um esquema técnico improdutivo. Agora, o cúmulo! A Odeon já recebeu os tapes do primeiro LP de Trini Lopez e vai lançar o disco à praça. TRINI, que é apadrinhado de Frank Sinatra, tem realmente cartaz. E a fábrica gravadora do PRINI, mais uma vez o utiliza e manda o seu LP para as lojas, junto com o disco da Odeon. Não haveria nada demais se toda a historia fosse igual, mas o moço Prini Lorez, tivesse seu nome real na capa do disco. Aí, sim! Seria uma competição somente. Porém, dessa maneira, é apenas mais um dos processos que as gravadoras utilizam para enganar o público. 




artigo de Ademar Dutra 'denunciando' Prini Lorez; por trás do artigo havia uma polpuda propina da EMI-Odeon, que fez campanha contra o sucesso inesperado de Prini Lorez da RGE.



Nota do blogger sobre artigo do Ademar Dutra:


Confesso que nunca entendi a razão de Ademar Dutra ter escrito um 'editorial' tão negativo assim contra um artista nacional (Prini), mesmo que esse tivesse praticado o 'supremo' crime de imitar um cantor estrangeiro (Trini), algo bem corriqueiro no cenário artístico do rock nacional.

Só consegui entender esse ataque do Ademarzinho Dutra, depois que Vander Loureiro, ex-membro do conjunto vocal The Beverlys (que fez muitos back-vocals para o Prini) me disse que a EMI-Odeon pagou um jabá violento a vários DJs de São Paulo para que esses boicotassem os discos RGE do Prini, e tocassem os do Trini Lopez em seu lugar. 

Só depois de saber dessa 'operação payola' por parte da Odeon-EMI é que fez sentido o Ademar Dutra fazer toda essa demagogia sobre 'gravadoras só querem faturar'. Oras bolas, pelo que eu saiba, no sistema capitalista toda empresa é feita para 'faturar'. A natureza do sistema capitalista é a procura do lucro acima de qualquer outra prerrogativa

Esse 'editorial', que deve ter sido ditado ao Ademarzinho, é totalmente demagógico. Não que eu aprove a tramoia do José Scatena, mas todo mundo sabe que não há santos ou anjinhos nessa indústria, como em qualquer outra.

Quem deveria ter sido 'condenada' é a gravadora Reprise, que 'dormiu no ponto' e não lançou o Trini Lopez no Brasil em tempo hábil, quando o discos do tex-mex já faziam sucesso nos USA e Europa há algum tempo. 

Quem falhou aí foi a gravadora norte-americana, que só percebeu que estava 'dormindo' quando 'America' subiu ao 5o. lugar e 'La bamba' chegou ao 1o. posto na parada brasileira. Aliás, nem 'America' (de autoria do maestro Leonard Bernstein), nem 'La bamba' (Domínio Público) são composições originais de Trini Lopez. 

Enfim, nessa briguinha eu fico do lado da RGE, contra a multinacional que 'dormiu de toca'.



na mesma edição da revista Melodias, de Julho de 1964, aparecia reportagem sobre o casamento do DJ Ademarzinho Dutra.


Ademar Dutra


Ademarzinho Dutra era um DJ da Radio Nacional paulista que sempre ficou na 'cola' do Antonio Aguillar. Isso é, ele sempre 'herdou' os programas do Aguillar enquanto esse ia subindo no ranking das emissoras paulistas. 

Aguillar a princípio (1961-1962) tinha um programa 'ao vivo' de 3 horas nas tardes de sábado, na Radio Nacional, que depois foi para a TV Paulista. Em 1963, Aguillar ficou muito famoso para a OVC (Organizações Victor Costa), e foi contratado pela TV Excelsior para levar seu programa para o Canal 9. Era o tempo que ferviam os conjuntos instrumentais como Jet Blacks, Jordans e The Clevers. No Rio, a Celia Vilela mantinha programa similar na TV Continental. 

Ademarzinho substituiu Aguillar na OVC, e quando a TV Record comprou o contrato do Aguillar da TV Excelsior e o levou para o Canal 7 para lá fazer o 'Reino da Juventude', a TV Excelsior trouxe Ademar para continuar o trabalho do Aguillar.  

Já nos anos 2000, Ademar foi contratado pela Radio 9 de Julho, que tinha sido regatada pela Curia Metropolitana de São Paulo (a emissora tinha sido cassada pelo regime militar nos anos 1960), que inaugurou uma grade popular bem interessante. Ademarzinho Dutra chegou a ter um programa lá. Eu escrevi uma carta, mas nunca obtive resposta. Passou menos de um ano e fiquei sabendo que ele tinha morrido. 




coluna de Ademarzinho Dutra na revista Melodias.



Ademar Dutra, DJ da Radio Nacional paulista, casa-se a 30 Maio 1964, com a senhorita Jacira Guimarães, na Igreja Presbiteriana de São Paulo, na rua Nestor Pestana. Na foto acima aparece o sr. Victor Costa Filho, presidente da O.V.C. (Organização Victor Costa). 


'America' / 'If I had a hammer', primeiro compacto-simples de Trini Lopez lançado no Brasil pela Reprise-Odeon. Too little too late...


Prini singing at Jovem Guarda on TV Rio presented by Roberto Carlos and accompanied by The Jet Blacks.


Prini tells his own story to Revista do Rádio in 1965.

Com todo seu jeitão de porto-riquenho, Prini Lorez, ou seja José Gagliardi Junior, nasceu mesmo em São Paulo, em 8 de maio de 1942. Estudou no Colégio Alvarez Penteado e mais tarde passou para o Liceu Tiradentes. Imaginava formar-se advogado quando conheceu José Scatena, diretor da gravadora RGE, que o convidou para fazer um teste de cantor, prontamente aceito. 

Prini tem 1,65 e pesa 70 quilos. Reconhece que está ficando gordo, mas não pretende fazer qualquer regime. Já praticou natação defendendo as cores do Palmeiras. 

- Eu era estudante quando me entusiasmei com um programa que Miguel Vaccaro Netto apresentava na Radio Panamericana de São Paulo. Para ir até esse programa, formei um conjunto entre amigos, denominado The Rebels. Tivemos bons resultados. Depois, entrei para The Avalons, quando então conheci o José Scatena, na RGE. 

Prini, agora ele ficará apenas sendo chamado assim, revelou-nos que no início do ano passado sofreu um sério desastre de automóvel, que quase lhe custou a vida. Viajava no seu carro Volks para Cotia-SP, a fim de visitar uma fã, quando diante de um caminhão que trafegava na contra-mão, foi obrigado a frear bruscamente. Seu veículo derrapou, subiu em um barranco e capotou. 

- Felizmente não sofri qualquer lesão mais grave. Fui obrigado a vender o carro por apenas 700 mil cruzeiros. 

- Por que Roberto Carlos o chama de 'lenheiro'?

- Eu acho que é mesmo por causa do meu físico. 

- Está arrependido de ter deixado os estudos?

- De certa forma, sim, porque sempre pretendi me tornar advogado. Por outro lado nada tenho a queixar-me pois graças às minhas gravações e viagens, ganho o suficiente para viver muito bem. E tenho contrato também com a TV Rio, para apresentar-me semanalmente no programa Jovem Guarda.

2 comments:

  1. Parabéns pelo texto sobre o PRINI LOREZ!
    Deu gosto de ler.

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    1. olá Henrique Kurtz, que bom ter um 'feed-back' seu... Vou dizer à Marcia, já que ela nem sabe que eu fiz essa postagem... obrigado.

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