Wednesday, 25 July 2012

CELLY CAMPELLO

Celly Campello was the Queen of Brazilian Rock! She was a shining star that brightened Brazilian skies from March 1959 to April 1962, when she got married and almost like Garbo retired at the age of 20. Three years in which Celly would do no wrong. She could be compared to the likes of USA's Mary Pickford in the 1920s for Celly too was called 'Brazil's sweetheart'.

Even though Celly Campello sang rock'n'roll her rock was not rebelious at all. On the contrary it was as square as could be. One can check it out having a look at her albums' titles: 'Broto certinho' (Goody-two-shoes chick), 'Brotinho encantador' (Charming youngster), 'Bonequinha que canta' (Little dolls who sings) and 'A graça de Celly Campello...' (The loveliness of Celly Campello).

But what really mattered was Celly's voice... it was heavenly. She had a perfect pitched voice, clear as crystal. Even Antonio Carlos Jobim who was artistic director of EMI's Odeon in 1958, said Celly had an amazing melodic voice. Celly had rhythm too... and she was the best selling artist at Odeon. Everything Celly touched turned gold instantly. 

From March 1959, when Neil Sedaka's 'Estúpido cupido' (Stupid cupid) went to #1 until May 1962, when Celly got married and abandoned show business she was Number One at least 5 times. She not only sold singles but EPs and LPs too. Celly also packed theatres, cinemas and arenas. She usually travelled with her older brother Tony Campello who brought his guitar along. The cost was minimum to a maximum profit. 

It was common for Celly to stop traffic in the cities she toured. Celly was a phenomenon. She was so hot that TV Record offered her a weekly TV show of her own before 1959 was over. 'Programa da Juventude' was the hottest thing on TV for teens. In 1960, she made it to the top again with Italian rock 'Banho de lua' (Tintarella di luna). Follow Celly Campello's amazing 3 years at the top. 

in a promotional photo for her 1960 album 'Broto certinho'.
Celly Campello, 4 years old.
Celly's mother Idea holds her while father Nelson looks on... in front of their house in Taubaté-SP near the TCC. 

First Communion; ready to go to school. 
Dea & Celly, mãe e filha.
a very young Celly; even though she had a roundish face she later slimmed down...
Celly and her famous mole on the right side. 
Celly Campello acts as a paranymph for cadets at the Military Police in São Paulo. 
'Mundo Ilustrado' magazine.
Pretty in the pink: 'Estúpido Cupido' - Celly Campello's 1st album.
Celly already famous at Radiolândia, says: I like rock and I'll keep it singing while it's in fashion. 
Celly shows Radiolândia's photographer her native Taubaté.
right: Celly at 'Radiolandia' 25 July 1959.
Neil Sedaka kisses Celly Campello at a party in the home of a TV Tupi's producer in São Paulo in November 1959. Celly had taken Sedaka & Howard Greenfield's 'Stupid cupid' (Estúpido cupido) all the way to Number One around the country. It was Neil Sedaka's first big hit as he was only just starting as a singer himself having just heard news from the USA that 'Oh Carol' had got into Billboard's Top Ten (#9 on 7 December 1959).  
Celly Campello's 2nd album: 'Brôto certinho' is, arguably, her best LP.
'A graça de Celly Campello e as músicas de Paul Anka' translates as 'The loveliness of Celly Campello and the songs of Paul Anka'; Celly's 4th album in less than 2 years. 

'Brotinho encantador' (Enchanting teen); Odeon-EMI kept on harping on the same old titles; not much criativity there; Odeon photo sessions were also very uninspiring with Celly changing her jackets and posing with the same old smile, sometimes holding a stuffed animal or holding her hand beside her head or face. 

'Modinhas Populares' & 'Radio-Melodias' (later 'Melodias) both printed by Editôra Prelúdio. 



Celly on the cover of Revista do Rádio, the most popular show-business publication in the country. From to-left to right-down: issues 540 (Celly & Tony), 562 (wearing skirt), 589 (she wears slacks), 604 (with Sonia Delfino, Rio's answer to São Paulo's Celly), 629 (Celly & her brother again). Next Celly is on the cover of 'Radiolândia', January 1961.  

on the cover of  'Revista do Rock', April 1961.
Celly dressed to the nines to get her Roquette Pinto award.
some of the awards received by Celly Campello in her winning 4 year-career. 
15 April 1959 - a melhor da semana (the best of the week) - TV Tupi, Canal 3. 
Celly, Brenda Lee & Tony Campello in 1959.
Celly Campello & Brenda Lee at 'Revista do Radio' centre-fold.
Celly & Tony rock Marilia's Yara Club's arena.
Celly & Tony Campello introduced by Radio Dirceu de Marilia DJ Marcelino Medeiros. Santucci drums away in the back. 
Marília-SP welcomes Celly & Tony Campello...

Celly, braços e pulserinhas 

(escrito por Vera Cordeiro Manoel, que assistiu ao show em Marília)

Acabara de completar 15 anos naquele início de 1960, quando soubemos que Celly Campello viria à Marília. Minha irmã e eu começamos pedir a nossos pais para ir ao show, e é claro que começamos pela nossa mãe. Já nos imaginávamos no show ao som de 'Banho de lua', 'Lacinhos cor-de-rosa' e 'Estúpido cupido'. Na realidade, Celly devia ter pouco mais que nossa idade e passava a ideia de menina boazinha, por isso meu pai permitiu que comprássemos os ingressos. Assim no dia 30 de março de 1960, lá estávamos nós no Yara Clube, na sede da Avenida Vicente Ferreira.

Fui imaginando dançar e cantar com ela, mas isso ficou só no pensamento, porque na quadra do ginásio de esportes estavam os lugares mais caros, bem em frente ao palco, eram cadeiras e mais cadeiras e nós, junto com amigas estávamos sentadas à esquerda do palco montado na quadra, ali na arquibancada de cimento. Assistíamos felizes, sentadinhas como convinha as boas moças de família e do Colégio Sagrado Coração de Jesus. Olhava extasiada aquela menina de vestido tão comportado quanto os nossos, saia até os joelhos, cantando: 'Hei hei é o fim, oooh cupido...'  Ela cantava dançando com os braços num vai e vem, virando os pulsos e estalando os dedos em movimentos que faziam brilhar as pulseirinhas douradas que usava e que dançavam com ela...

Essa é a memória que retive, ela não era ousada como um Elvis Presley, também podia não ser um Neil Sedaka, mas era nossa, era demais, embora apenas uma menina de cabelos curtos e voz meiga que cantava e encantava, a mim e a toda uma plateia muito bem comportada...

Vera Cordeiro Manoel, Novembro 2013. 

Tony & Celly Campello perform at Marília's Yara Club's arena on 30 March 1960.  

30 Março 1960 – quarta – Anúncio:  Vá assistir hoje grande show  as 20 horas no Yara Clube, de Celly & Tony Campello, os ídolos da juventude sensação. Jornal 'Correio de Marilia'.

31 Março 1960 – quinta – Absoluto sucesso de Tony & Celly Campello!  Durante o transcorrer do dia de ontem, a cidade de Marília esteve em festa. Uma verdadeira multidão, em sua maior parte constituída de estudantes, recepcionou os dois ídolos da juventude, de uma forma nunca dantes vista em nossa cidade. Uma enorme fila de ônibus e automóveis, acompanhou-os pelas ruas da cidade, onde foram aplaudidos pela população. À noite, as amplas dependências do Yara Clube foram tomadas de assalto pelos fãs sequiosos de verem os dois cartazes.  As arquibancadas e cadeiras estiveram completamente lotadas, com o povo aplaudindo entusiasticamente Celly & Tony. Também o Tennis Clube esteve com seus salões tomados, onde se sucedeu mais um espetacular show.  Parabéns as Casas Economicas e a Radio Dirceu de Marília, por essa belíssima promoção, e que continuem proporcionando espetáculos desse porte ao mariliense. 

Celly & Tony Campello rock Porto Alegre-RS on winter night 5 June 1960. DJ Mauricio Sirotsky Sobrinho was the MC for the night. 
Cine Castelo in Porto Alegre-RS is packed to the rafters witha an audience eager to see and hear Celly Campello and her brother Tony. 

Celly reigns supreme as the Queen of Brazilian Rock; 2nd on the left, Guido Miyoshi, was the King of Nissei Rock, recording for tiny California Records. Tony Campello is the one on the extreme right. 
'Banho de lua' (Tintarella di luna) was such a smash-hit that there were people for and against it.
Fred Jorge x Dorival Caymmi
Sergio Murilo & Celly Campello at the lobby of Teatro Record in January 1961; Celly with a sportscaster Pedro Luiz after been granted their Roquette Pinto trophies as best in their individual categories.
Celly Campello and Abelardo Barbosa aka Chacrinha getting their Tupiniquim Award from TV Tupi.

Laço de barbante - paródia de 'Lacinhos cor-de-rosa'

falado: Tenho um amor puro e verdadeiro
é baiano, é servente-de-pedreiro
cabeça chata, um amor!
mas faz reboque, que horror!

Uma alpargata, eu vou
com laço de barbante enfeitar
E perto dele, eu vou 
andar devagarinho para a sola não gastar

falado: Ele usa relógio 
e tem um radio Spica
e como jabá
que traz na marmita

falado:  Um dia resolvi e com o baiano fui falar
o que ele me disse, deu vontade de chorar:
'Sou corinthiano e fã do Adhemar'.

Essa paródia feita em cima de 'Lacinhos cor-de-rosa', mega-sucesso de Celly Campello ainda em 1959, foi publicada no jornal 'A Gazeta', muito embora chauvinista e racista.  

  Celly & Tony at the Londrina Country Club in 1961 on the verge of crowning Dalva Vernilo Londrina's own Rock Queen. 
Queen & King of Brazilian Rock 1962.
Mother, daughter and father... Celly a few weeks before her wedding. 
Celly with Daddy and brother Tony wave goodbye to her fans. 
Celly Campello signs the wedding book at the Justice-of-peace office in Taubaté-SP while future husband and brother look on... 5 May 1962. 
Celly Campello weds José Eduardo Chacon Gomes in 7 May 1962.
7 May 1962.
Revista do Radio released a special issue in May 1962 when Celly Campello got married.
Revista do Rock special issue shows exactly when the priest declared them husband & wife. 


M A I O   1 9 6 2   -   visto por     “U L T I M A    H O R A”


5 MAIO 1962 – Sábado -  CELLY  CAMPELLO casa-se com José Eudardo Chacon Gomes em Taubaté

O enlace se deu no Cartório Civil do 2º Subdistrito. Os pais da noiva:  Nelson Freire Campello e Ideia Benelli Campello;  padrinhos da noiva:  Tony Campello e Leia Benelli Endres.  Os pais do noivo:  José Gomes e Carmen Chacon Gomes; padrinhos do noivo:  Miguel Chacon Ruis e Alexandra Chacon.  A festa foi na casa da noiva na Praça Santa Terezinha.

7 MAIO 1962 – 2a. -  Casamento religioso de CELLY CAMPELLO será hoje as 18:30 no Santuário do Sagrado Coração de Jesus.


8 MAIO 1962 – 3a. -  Emoção e delírio na igreja super lotada:  fãs levaram Celly Campello ao altar. Cerimônia interrompida varias vêzes – vigário implora silêncio.  Mais de 2.000 fãs receberam Celly Campello com palmas, hurras e pique-piques à porta da igreja Sagrado Coração de Jesus na noite de ontem.  A popular cantora chegou ½ hora atrazada, descendo de um Bel Air creme e verde, atravessou uma ala formada por 30 cadetes da Escola de Força Pública, em uniforme de gala azul – Celly foi, no ano passado, eleita por eles a Rainha da Escola.

CANTORA CHOROU:  A igreja, ornamentada com flores, estava super lotada.  Convidados misturavam-se aos fãs nos bancos da nave central, nas alas e corredores laterais, no côro.  Com a confusão, a porta principal demorou a ser aberta, o que obrigou a uma espera de quase 8 minutos.  Pelo braço do pai foi conduzida ao altar, no meio de um barulho incrível, sendo que o vigário do Santuário foi obrigado a pedir, insistentemente pelos microfones, que se fizesse silêncio.  Ao ser recebida pelo noivo, Celly chorou.

CUMPRIMENTOS SUSPENSOS:  A cerimônia foi oficiada pelo cônego Cícero de Alvarenga, vigário em Taubaté e grande amigo da família.  Fãs exaltados conseguiram invadir a capela-mór.  Duas dezenas de fotógrafos, cinegrafistas e reporteres registraram o enlace. Encerrada a cerimônia Celly ganhou um beijo na testa e chorou novamente.  Os cadetes prestaram-lhe continência e a levaram até a porta, novamente em meio a grande barulho, gritos, pedidos de “olha p’ra cá, Celly!”.  Os cumprimentos, que deveriam ser recebidos na sacristia lateral, devido à grande confusão, foram suspensos.  A cantora passará sua lua-de-mel em Campos de Jordão.



Revista do Radio


Celly Campello alguns anos mais tarde, passeia com seu casal de filhos por Campinas-SP, onde se radicou.



Celly Campello in the 1970s. 


Celly Campello ao lado de Albert Pavão, quando de seu depoimento para o Museu de Imagem e Som em 1984.

blog sobre Celly: http://abonequinhaquecanta.blogspot.com.br/2012_01_01_archive.html


2 comments:

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  2. Jovens Cantor Celso Marques aos 12 anos 07/08/1976 Estúpido Cupido Banho de Lua.Túnel do Amor.Lacinhos Cor de Rosa. Jovens Cantora Cely Campello Amigo de Celso Marques 12 anos 1976 TV Globo

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