Monday, 11 June 2012

MEIRE PAVÃO & ALBERT PAVÃO

Ever since Celly Campello, Brazilian Queen of Rock got married in May 1962, all eyes were on watch to see who would be the new queen. Celly's place became empty forever though! But if there was someone who ever got close to occupying that place it would be Meire Pavão.

Meire (Antonia Maria Pavão) was born in 2 June 1948, in Taubaté-SP, coincidentally Celly Campello's birth-place too. Her father Theotônio Pavão was a folklorist who had a private school where he taught music to children and young people. Theotonio was so popular that he soon started his own show on TV Tupi where he would present his best pupils proudly playing their instruments. 

Meire's older brother Carlos Alberto aka Albert Pavão was really into rock'n'roll having recorded his first single in 1962 and then having almost hit in 1963 with 'Vigésimo andar' a translation of Eddie Cochran's 'Twenty-flight rock'.

In the meantime Meire sang and played acoustic guitar with her Conjunto Alvorada, a girl-group started at Mr. Pavão's academy. In 1964, when Meire was 16 years old she recorded 'O que eu faço do Latim?' (What is Latin for?) accompanied by The Jet Blacks the best Brazilian rock band... and suddenly it looked like Meire Pavão was going to be big. 

We don't really know why but there was no follow-up to that hit. Chantecler released an album that did well but not espetacularly. Meire, then, was signed by RCA Victor that put out another album which contained Meire's 2nd and last hit, 'Família Buscapé' penned by father Theotonio & brother Albert about 'Lil' Abner' the comic strip written and drawn by Al Capp that in Brazil was called Família Buscapé.

Meire Pavão's first album released by Chantecler in 1965; it features 'O que eu faço do Latim?'.
Meire Pavão's 2nd album, this time released by RCA Victor in 1966. It features 'Família Buscapé'.
Al Capp's 'Lil' Abner' was translated as 'Família Buscapé' in Brazil. 
lovely Meire Pavão
Meire in 1958.
Albert Pavão canta 'Don't be cruel', em 1958, apresentando-se pela primeira vez em público, numa festinha familiar. Tinha 15 anos.
Albert Pavão em show do Cine Piratininga em 1962, comandado por Antonio Aguillar. Ao fundo vê-se Aladim de The Jordans; Jacqueline Myrna, Albert Pavão & Antonio Aguillar na TV Excelsior, Canal 9 no início de 1964.
Conjunto Alvorada apresentando 'Lição de twist' na TV em 1962. Vê-se da esquerda p'ra direita: Lucy, Sidnéia, Berenice e Meire Pavão.

revista Radiolândia de 1963 mostra DJ Ademar Dutra na TV Paulista, Canal 5; DJ Antonio Aguillar na TV Excelsior, Canal 9... e o rock paulista avançando a passos largos.

1966.

article about Meire Pavão written for Recife-PE's Clube de TV-Radio, in early 1966, when the single 'Familia Buscapé' was at its peak. The journalist says Meire is a very shy young lady and asks her about her alleged immitation of Celly Campello who had got married 4 years before and abandoned the limelight. The journalist asks why Meire gives that up intonation at the end of sentences - a trait that Celly Campello used to have as her 'trade-mark'. Meire says that she does it because she likes it. 



Meire Pavão tickling the ivories while her brother Albert helps her along.


I Festival Sudamericano de la Canción em Parque del Plata, na região de Montevideo, em 1964, com participação do Conjunto Alvorada e Albert Pavão


Conjunto Alvorada canta 'Minha oração', na final do I Festival Sudamericano de la Canción em Parque del Plata, 1o. de março 1964. Theotônio Pavão acompanha Marly, Meire Pavão, Luci e Sidnéia, que vestem roupas típicas do Paraná, fornecidas pelo governo paranaense. Palito Ortega, rockeiro argentino ganhou o Festival com 'Que suerte'


Albert Pavão aparece em reportagem da 'Radio TV Actualidad', revista uruguaya, que publica a letra de 'Vigésimo andar' em português e a versão em espanhol, que foi gravada por Orlando Alvarado.


Depoimento de Albert Pavão: Em fevereiro de 1964, fui à Montevideo, Uruguay, participar do I Festival Sudamericano de la Cancion que se realizou em Parque del Plata, no caminho de Punta del Este. Inscreví minha música "Meu broto só pensa em estudar" [Mi novia solo quiere estudiar] e participei do Festival ao lado do ídolo argentino Palito Ortega e outros. O recorte do jornal uruguaio "El País" mostra um anúncio do Festival. Eu sou o primeiro à direita. Entre os participantes uruguaios está Tony Angeli, que depois veio ao Brasil cantar no Jovem Guarda, e o conjunto Los Blue Kings que estava mudando de nome para Los Iracundos.

Los Iracundos me acompanharam em "Mi novia solo quiere estudiar" na final do Festival. Na primeira fase, quem me acompanhou foi o conjunto de Panchito Nolé, mas eu não gostei muito do arranjo que eles fizeram.

Los Iracundos eram conhecidos naquela época como Blue Kings e gravavam numa pequena gravadora de Montevideo. Quando tocaram no Festival, já tinham sido contratados pela RCA Victor, que era a maior gravadora da Argentina, responsável pelo Club del Clan, o correspondente da futura Jovem Guarda daqui. Eu fiz muita amizade com o guitarrista de solo dos Iracundos, acho que seu nome era Leonardo Franco. Foi ele que me apresentou o disco do Trini Lopez, que no Brasil, no início de 64 era desconhecido. Quando falei prá ele que The Jet Blacks eram brasileiros ele não acreditou. Achava que eram americanos, pois tinham um som muito "redondo".

As duas músicas premiadas com medalha de ouro no Festival em Parque del Plata, foram 'Que suerte', defendida por Palito Ortega, seu autor em parcerreia com Dino Ramos, e "Minha Oração", de autoria de Theotônio Pavão, com o Conjunto Alvorada, que foi gravada na Argentina por alguns cantores como "Mi Oración". 

'Que suerte' foi gravada em seguida por Violeta Rivas, e tornou-se seu maior sucesso. Violeta atuou no festival mas ganhou medalha de prata. Outras medalhas de prata: Chico Novarro com "El camaleon", Nicky Jones com "El watusi", eu com "Mi novia solo quiere estudiar" e outros. Palito cantou "Despeinada" no Festival, mas não concorreu.

"El Camaleon", de Chico Novarro é uma espécie de marchinha e foi gravada na VS, pelo Conjunto Alvorada, numa versão de Theotônio Pavão, com arranjo do Rogério Duprat.



'Mi novia solo quiere estudiar' [Meu broto só quer estudar], de Albert Pavão, concorreu no  Festival em fevereiro de 1964.

Todas as músicas premiadas no I Festival Sudamericano foram editadas com partitura pela editora argentina Julio Korn, que competia por lá com a Fermata. Isso aconteceu com 'Mi Oracion' e 'Mi novia solo quiere estudiar'. Deste modo eu até hoje não sei se alguém gravou minha música na Argentina. Já 'Mi Oracion' foi gravada de início, em castelhano por um brasileiro que vivia na Argentina chamado Carlos Alberto - nada a ver com o cantor de boleros da CBS. 'Mi Oracion' foi lançada num LP ainda em 64 e meu pai, Theotônio Pavão, tinha o disco que na época nós escutávamos e a gravação ficou muito boa. Aí meu pai registrou "Minha Oração" na Fermata brasileira, pois a autorização à Julio Korn era só para a América Hispânica, e eu registrei "Meu broto só pensa em estudar" na Editora RCA.

No final de 1965, saiu o LP 'Perdidamente Apaixonado', de Wanderley Cardoso, contando como primeira faixa do lado A, uma balada de nome "Minha Confissão". A música era idêntica à 'Mi Oracion' e era atribuida a Palito Ortega, com versão de Genival Mello. Meu Pai abriu a boca e chamou o Genival às falas, depois entrando na Justiça contra a Copacabana. No final Theotônio Pavão recebeu todos os direitos autorais relativos a música.

O LP 'Perdidamente Apaixonado', do Wanderley teria sido muito mais vendido se não houvesse essa irregularidade com a música 'Minha confissão'. Com esse movimento que meu pai fez em 65, a divulgação do disco ficou um pouco prejudicada, isto na capital paulista, pois no interior e outros estados essa notícia certamente não chegou.

1o. LP de Wanderley Cardoso, lançado pela Copacabana no final de 1965. 'Minha confissão' foi simplesmente a gravação de 'Minha oração', de Theotônio Pavão, como 'roupa nova'. Foi parar na Justiça, com ganho de causa para Pavão.

Palito Ortega, o grande ídolo da juventude argentina a partir de 1962.
Rita Pavone e Palito Ortega em 1965.
Meire faz um La maior (A).
Meire Pavão, Rainha da FAB-1965, Edith Veiga & Marina Mar, as três do cast da Chantecler. 
Meire Pavão & Jacqueline Myrna. 
Rosemary & Meire Pavão segurando um dos pilares do Teatro de Cultura Artística, na rua Nestor Pestana, que a TV Excelsior usava como estúdios do seu famoso Canal 9. 
Sweet Meire Pavão 
Meire Pavão acompanhado dos Lunáticos na TV Excelsior, Canal 9 em 1966. 
Meire Pavão sussura algo no ouvido de Gianni Morandi em sua passagem pelo Brasil em Outubro de 1968 para lançamento do filme 'Não mereço você' (Non son degno di te) rodado em 1965, ma lançado 3 anos depois, na esteira do sucesso de 'Dio, come ti amo'. O auge da música italiana no Brasil já tinha passado. A RCA Victor bem que tentou um 'romance-de-brincadeirinha' entre os dois, mas os tempos eram diferentes daqueles idos 1964 quando o 'romance' entre Rita Pavone e Netinho encheu todas as paginas de jornais e revistas possíveis. Note que 'O que eu faço do Latim?' o disco de maior sucesso de Meire Pavão era a versão de 'Che me ne faccio del Latino?' que Gianni Morandi gravou em 1963.

Albert Pavão diz:  Aliás, uma coisa que pouca gente sabe é que a versão de Meire de "O que eu faço do Latim?" não foi tirada diretamente da gravação de Gianni Morandi, mas sim do disco de um cantor argentino chamado Ricardo Roda: "Que hágo con el Latim?". É por isso que ficou facil adaptá-la ao rock'n'roll e excluir aqueles "violinos irritantes" dos quais você falou.

'O que eu faço do Latim?', maior sucesso de Meire Pavão, versão inspirada na gravação 'Que hágo con el Latim?' do argentino Ricardo Roda.
Ricardo Roda gravou 'Que hágo con el Latim?'

The Vikings gravam 'My prayer' e 'Davy Crockett' para a Fermata. Foto tirada na Praia Azul da Riviera Paulista, quando a Reprêsa Guarapiranga era limpa e tinha sede de associações como o Clube Paulistano Aero Naval.

The Vikings eram dois irmãos paranaenses. Diógenes Paulo, 19 anos, tinha um baixo invejável, e Olavo, seu irmão pré-adolescente de 13 anos, fazia o soprano. O texto da Fermata na contra-capa do compacto diz:  Dois irmãos... duas vozes magníficas, totalmente diferentes uma da outrea, apresentando um estilo inconfundíve, incrível mesmo! Em seu primeiro compacto Os Vikings apresentam 'Davy Crockett', que narra as aventuras do famoso herói que inspirou alguns filmes de Walt Disney - adaptação para o português de Diógenes Paulo - e 'My prayer', a esplêndida página de Georges Boulanger, cantada aqui em inglês.

The Vikings em reportagem da 'Intervalo'.
Meire Pavão com The Vikings no restaurante Urso Branco em 'Uma noite no Texas' em 1969. Fois sua ultima apresentação como cantora profissional.
Theotônio Pavão com Ronnie Cord e Anna Maria (a moça do biquini em 'Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho') na casa de Nick Savoia em 1984.

Albert Pavão na noite de autógrafo de seu 1o. livro na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 1989, junto a varios colecionadores e pesquisadores cariocas, entre eles, Marcia Espindola, de calça beige, que em seguida passa a identificar o pessoal da foto:

Vamos lá ao grupo que está na foto e algumas considerações: Carlos Alberto Pavão, o autor do livro; ao lado da moça de branco [não identificada] está o Nélio [cabelo preto] especializado em rock inglês e que já escreveu alguns livros, 'Rolling Stones no Brasil', entre eles. Ao lado do Nélio está Antonio Adeo, coronel e professor do Colégio Militar, fã inveterado de rock and roll, principalmente dos anos 50 e country. O rapaz de camisa aberta eu não me lembro. Logo atrás de mim está José Roberto Oldies, antigo comissário-de-bordo da Varig, que ficou baseado alguns anos em Los Angeles fazendo a rota LA-Tóquio, um dos maiores colecionadores de rock tendo verdadeiras preciosidades, rockmaníaco assumido.  O louro de bigode é o Luiz Henrique, o rei do vinil. A frente do Luiz Henrique, a esposa do Valdir Siqueira e o próprio Valdir, que é um dos maiores colecionadores de tudo quanto é tipo de música. Valdir e Luiz Henrique são um dos maiores colecionadores de São Gonçalo. O próximo a direita é meu grande amigo Antonio Vilaça o maior de todos os colecionadores que conheço. Conhece muito cinema e uma ida à casa do Antonio é uma viagem de volta aos anos 50. A casa dele é simplesmente uma loucura. Ao lado do Antonio estão Célia e Avelino; ele é fã de Elvis e rock anos 50. Marcia Espindola, Junho 2012.



Esse LP chamado 'Distração com a Orquestra Fantasia' é uma produção de Rogério Duprat que saiu pela gravadora Penthon, o braço da VS para venda de discos a domicílio. Era uma espécie de Imperial da VS.

Quando eu assinei com a VS, no começo de 1963, o Duprat quis me incluir nesse projeto e me pediu duas músicas que seriam acompanhadas pelo conjunto The Hits, que era com quem eu trabalhava nessa época. Gravamos e o LP saiu antes do "Vigésimo andar". Foi então que eles resolveram contratar os Hits também.

O Dave Gordon era um dos principais nomes do começo da VS e porisso estava presente em tudo quanto era lançamento inicial desse sêlo. A Penthon ainda lançou mais alguns LPs, inclusive o 'Rua Augusta Zero Hora' dos Rebels com outra capa.   Albert Pavão.

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